Corpo da adolescente Thamiris foi identificado após 15 horas de trabalho pericial na Bahia; entenda como é feito o processo pelo DPT

  • 23/03/2026
(Foto: Reprodução)
Técnica permite identificação rápida de corpos O corpo da adolescente Thamiris, encontrado em Salvador na última quinta-feira (19), foi identificado por meio de um processo técnico conduzido por peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A confirmação da identidade ocorreu em menos de 24 horas após a entrada no Instituto Médico Legal (IML), mesmo diante do estado avançado de decomposição. Dois suspeitos do crime foram identificados pela polícia e tiveram mandados de prisão temporária cumpridos, no mesmo dia em que o corpo da menina foi localizado. A Polícia Civil (PC) apura a participação de mais suspeitos no crime. Também está em investigação as circuntâncias da morte da adolescente. O exame utilizado foi a necropapiloscopia, técnica de identificação humana baseada nas impressões digitais. De acordo com o DPT, o procedimento exigiu cerca de 15 horas de trabalho contínuo até que fosse possível coletar as digitais da vítima. Por causa das condições do corpo, os peritos precisaram realizar um processo detalhado para recuperar as estruturas da pele dos dedos, conhecidas como papilas dérmicas. Somente após essa etapa foi possível obter as impressões digitais e inseri-las no sistema de identificação. Na Bahia, o cruzamento das digitais é feito pelo Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM), que utiliza a tecnologia AFIS (Sistema Automatizado de Identificação por Impressões Digitais). A ferramenta permite comparar os dados coletados com um banco que reúne milhões de registros civis. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Em entrevista à TV Bahia, o diretor adjunto do instituto, Jorge Resurreição, explicou que todos os corpos que chegam ao DPT passam por algum tipo de identificação biométrica. “Todos os corpos que chegam ao Departamento de Polícia Técnica são submetidos a uma identificação biométrica, um método científico, seja ele DNA, arcada dentária ou o exame das impressões digitais”, afirmou. Segundo ele, o sistema utilizado na Bahia possui cerca de 12 milhões de cadastros e é capaz de localizar correspondências de forma automatizada. “Nosso sistema é capaz de, no universo do nosso banco de dados, realizar pesquisas e encontrar o dono daquela impressão. Então, mesmo cadáveres que chegam com identidade ignorada, a gente consegue atribuir a identidade para ele e entregar para a família ou para que seja sepultado de forma digna”, disse. O diretor destacou ainda que, em condições normais, a identificação por impressões digitais pode ser concluída em até 24 horas e, em alguns casos, em poucos minutos após a inserção das informações no sistema. Jorge Resurreição também ressaltou que equipes especializadas estão preparadas para atuar em situações mais complexas, como corpos em avançado estado de decomposição, carbonizados ou mumificados. Nesses casos, são empregadas técnicas específicas que permitem reestruturar as papilas dérmicas e viabilizar a coleta das digitais. “A tecnologia AFIS que nós dispomos consegue dar resultados em segundos. Claro que isso depende da qualidade do material coletado e também da existência de cadastro no sistema. Pessoas que nunca fizeram carteira de identidade na Bahia, por exemplo, não serão encontradas”, explicou. O enterro de Thamiris ocorreu no sábado (21), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. O momento foi marcado por forte comoção e pedidos de justiça. Veja abaixo o que se sabe sobre o caso: Quem era a vítima Quando adolescente desapareceu Quem são os suspeitos Qual o motivo do crime Como a polícia investiga o assassinato 1. Quem era a vítima Thamiris dos Santos Pereira, 14 anos. Redes sociais Thamiris dos Santos Pereira era estudante de uma escola da rede estadual de Educação, que fica no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A adolescente morava com a família no bairro do Jardim das Margaridas, na capital baiana. As localidades são próximas e, por isso, ela costumava fazer o trajeto sozinha. 2. Quando adolescente desapareceu Na última quinta-feira (12), enquanto voltava para casa, após as aulas, Thamiris desapareceu. Câmeras de segurança chegaram a registrar o trajeto da menina, mas, em determinado momento, ela some do alcance dos equipamentos. As buscas começaram em seguida, mas sem resultados até a tarde de quinta-feira, quando uma denúncia anônima alertou as autoridades para a presença do corpo da vítima em um terreno baldio, no bairro de Cassange, na capital baiana. Digitais confirmam que corpo encontrado é de Thamiris Segundo informou o delegado Moisés Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), um homem que passava pelo local sentiu um mau cheiro e constatou a presença de um corpo em estado avançado de decomposição. Ao lado desse corpo, estavam pertences da vítima, como a camisa da farda escolar que Thamiris usava, relógio e sapato. Apesar disso, a confirmação da identificação só saiu na sexta-feira (20), após confirmação de DNA no Instituto Médico Legal (IML). 3. Quem são os suspeitos e qual o motivo do crime Rodrigo Faria Sena dos Santos e Davi de Jesus Ferreira são suspeitos da morte de Thamiris Reprodução/TV Bahia A polícia identificou dois suspeitos de envolvimento no assassinato de Thamiris: Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, e Davi de Jesus Ferreira, de 32. Os dois são moradores do Jardim das Margaridas, assim como a adolescente era. Rodrigo, inclusive, morava na casa abaixo à da família da menina. O suspeito conhecia a adolescente há mais de 10 anos. Sem saber que estava sob investigação, ele chegou a integrar o grupo de voluntários que ajudava nas buscas e fez protestos com familiares e amigos da garota. Enquanto era capturado pela polícia, na quinta-feira, o homem foi ameaçado por moradores da região. O interior da residência dele foi destruído. Já Davi é apontado pela polícia como mandante do crime. Preso desde 20 de fevereiro, por violência doméstica, o traficante teria encomendando o assassinato do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. O mandado de prisão dele foi cumprido no presídio. 4. Qual o motivo do crime Thamiris dos Santos Pereira desapareveu na manhã de quinta-feira (12). Redes sociais Segundo apontam as investigações da polícia, Davi teria atribuído a Thamiris a responsabilidade pela denúncia anônima que o levou para a prisão no início do ano. Na ocasião, o traficante teria agredido a companheira e a polícia foi acionada para intervir. Diante da situação, ele ficou detido e foi transferido para o presídio. A ação seria uma vingança. No entanto, a polícia não confirma que foi Thamiris quem o denunciou. 5. Como a polícia investiga o assassinato No pedido de prisão enviado à Justiça, a polícia tipifica o crime como homicídio qualificado. Na manhã da sexta-feira (20), mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro endereços. Um deles fica na Rua Antônio das Neves, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Na região, foram realizadas buscas por vestígios biológicos e outros indícios que possam contribuir para o esclarecimento do crime, que ainda não teve as circunstâncias detalhadas. Cadeia de onde partiu ordem para matar Thamiris enfrenta superlotação LEIA TAMBÉM: Mulher é morta após cobrar pensão dos filhos a ex-companheiro no sudoeste da Bahia União autoriza renovação do emprego da Força Penal Nacional em Salvador Adolescente é sequestrada a mando de preso ligado ao CV que descobriu que um parente dela ganhou na Mega-Sena Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/03/23/corpo-da-adolescente-thamiris-foi-identificado-apos-necropapiloscopia.ghtml


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