Operação que prendeu esposa de chefe de facção flagrou outro suspeito ao tentar jogar R$ 50 mil pela janela em Salvador
07/05/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito tentou se livrar de R$ 50 mil
Polícia Civil
A operação que prendeu a esposa de um dos chefes da facção Comando Vernelho flagrou um suspeito tentando jogar R$ 50 mil em dinheiro e um celular pela janela, nesta quinta-feira (7), no bairro do Rio Vermelho, área nobre de Salvador.
A ação foi deflagrada na Bahia e no Rio de Janeiro (RJ). Além dos dois, outras três pessoas foram presas e outras três tiveram mandados de prisão cumpridos no sistema prisional.
Segundo a Polícia Civil (PC), o homem flagrado na capital baiana não era alvo da ação, mas acabou preso em flagrante por obstrução de investigação. Os outros envolvidos tinham mandados em aberto. O grupo é suspeito de integrar a facção.
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Além do Rio Vermelho, operação Swell cumpriu mandados de prisão no Complexo do Nordeste de Amaralina, também em Salvador, e no bairro de Jacarepaguá, na capital do Rio de Janeiro.
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Outros 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 13 na Bahia, nos municípios de Salvador, Itaparica e Maragogipe, e dois no estado do Rio de Janeiro.
Foram apreendidos dois carros de alto padrão, sendo um Volvo e um Nivus, uma motocicleta, 12 aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 60 mil em espécie.
Facção na mira da polícia
Segundo a polícia, o chefe da facção criminosa, que é baiano, está escondido no Complexo do Alemão, no Rio, e não foi encontrado durante a operação. Ele foi identificado com o prenome Lucas e é conhecido pelo apelido "Surfista".
A esposa do chefe da facção foi identificada como Jéssica Silva Peres de Souza. Ela foi encontrada em um imóvel de alto padrão, na Estrada do Engenho D’Água, em Jacarepaguá.
Conforme as investigações, a mulher é apontada como responsável pela engrenagem financeira e pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso.
Os detentos com mandados cumpridos foram identificados como Fábio de Sousa Costa, Antônio Caíque Santos Correia e Wesley Barros argolo Silva.
Já os suspeitos com mandados de prisão na capital baiana desempenhavam os seguintes papéis na organização:
um homem apontado pela polícia como o responsável pelo transporte de armas de fogo e entorpecentes. Ele também exercia o papel de elo entre os integrantes da facção na Bahia e no Rio de Janeiro;
um segundo suspeito atuava gerente do tráfico em uma região do Nordeste de Amaralina;
um terceiro participava da engrenagem financeira da organização criminosa e é primo do alvo da operação - o líder da facção, que está foragido.
Polícia cumpriu mandados de prisão em Salvador e no Rio de Janeiro
Polícia Civil
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