Saiba quem é servidor público preso por suspeita de integrar grupo que sonegou R$ 400 milhões em combustíveis
22/05/2026
(Foto: Reprodução) Servidor da Sefaz é preso por suspeita de sonegar R$ 400 milhões no setor de combustíveis
O servidor da Secretaria da Fazenda da Bahia, Olavo José Gouveia Oliva, foi preso na quinta-feira (21), por suspeita de participar de um esquema de sonegação fiscal de combustíveis. De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria sonegado R$ 400 milhões.
Olavo é auditor fiscal e atua na Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC), da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA). Com ele, foram apreendidos R$ 250 mil em dinheiro.
Em nota, a Sefaz informou que participa das investigações que resultaram na “Operação Khalas” e que segue acompanhando as apurações. O g1 tenta contatar a defesa do servidor. (Confira a nota completa da Sefaz ao fim da reportagem)
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Servidor da Sefaz foi preso durante a operação nesta quinta-feira (21)
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As investigações apuraram que o grupo criminoso adulterava os combustíveis. Mais de 100 milhões de litros podem ter sido adulterados entre 2023 e 2026, e uma refinaria em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, é investigada na operação.
Ainda segundo a polícia, o grupo investigado tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele atua como braço financeiro e logístico da facção, usando postos de combustíveis e empresas de transportes para lavar dinheiro.
O esquema ocultava a importação de nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de misturas clandestinas. O grupo pagava vantagens para servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades legais.
Mandados foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Candeias e Camaçari
Polícia Civil
As prisões preventivas foram cumpridas durante a Operação Khalas. Além das prisões, dois servidores públicos municipais de Candeias, cidade da Região Metropolitana de Salvador, foram afastadas das suas funções.
Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Salvador; Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia; e nas cidades de Camaçari e Candeias, ambas na Região Metropolitana.
A operação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal, junto com a Secretaria da Fazenda e a Polícia Civil.
Confira a nota completa da Sefaz:
"O órgão de investigação da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), a Infip – Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa, participa das ações que resultaram na “Operação Khalas” e segue acompanhando as apurações. Este trabalho também terá desdobramentos no âmbito administrativo, com apurações a cargo da Corregedoria da Fazenda Estadual, e na área fiscal, pela Superintendência de Administração Tributária.
Em casos desta natureza, a Sefaz-Ba enfatiza que age sempre respeitando todos os passos do processo legal, mas mantendo o máximo rigor".
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